ENTREVISTA TRADUZIDA: Dylan Minnette e Katherine Langford contam como a popularidade de 13 Reasons Why impactou suas carreiras

Dylan Minnette e Katherine Langford concederam uma entrevista exclusiva para a revista estadunidense, variety! Confira traduzida na íntegra:

"13 Reasons Why" chegou na internet com tudo: a série, sobre uma garota do colegial que cometeu suicídio, virou a série mais comentada de 2017 apenas um mês depois de sua estréia e fez estrelas do dia para noite dos dois atores principais, Katherine Langford e Dylan Minnette.

Também começou uma conversa nacional sobre suicídio — e o que é apropriado para ser mostrado na TV.

Os atores, que foram empurrados para o centro das atrações, enfrentaram um curso intenso no poder e na pressão das mídias sociais.

"Você tem uma ideia de como é a fama, como as celebridades são e como é atuar, e você pensa que você pode apenas focar no trabalho, mas na realidade, você não pode necessariamente apenas focar no trabalho porque vem com um privilégio e responsabilidade em ter uma plataforma maior, " disse Langford. "Isso é algo que eu tentei lidar de uma maneira nivelada."

Ela aponta para o sua conta no Instragram: A conta era privada quando o série foi lançada; agora que ela tornou pública, o número de seguidores pulou para aproximadamente 7 milhões.

"Eu gosto de ter momentos e períodos de vida que são expressivos e onde você pode ser criativo, e eu acho que isso é difícil quando você tem mais pessoas que estão mais atentas em você, porque se eles não entenderem o contexto e vêem uma foto sua fazendo alguma coisa louca, pode ser entendido no sentido errado," diz ela. "Eu não acho que seja algo que pareça normal, especialmente tendo 21 anos de idade."

Minnette teve aproximadamente 40 papéis quando ele foi escolhido para o hit da Netflix — ele atua desde os seis anos. Mas Langford não tinha atuado profissionalmente quando fez a audição para o papel. Nascida e criada na Austrália, ela não teve sua primeira aula de atuação até ter 18 anos e tinha apenas um punhado de audições internacionais antes de enviar um vídeo para "13 Reasons Why." Ela brinca que seu único trabalho de atuação anteriormente foi em alguns filmes "horrendos" de estudantes.

"Para ser honesta, eu cheguei na audição numa época estranha," diz Langford. "Eu não tinha um trabalho, e eu não tinha aula de atuação e eu estava me perguntando o que eu iria fazer da minha vida, e isso até o momento da audição para '13 Reaons Why' aparecer."

Ela teve seu retorno por Skype com o diretor e produtor executivo Tom McCarthy. "A única coisa que eu lembro dele falando foi 'Acho que a gente terminou,'" relembra Langford. "E na minha cabeça eu estava tipo, 'Ok, isso é algo realmente bom algo realmente ruim.'"

Foi uma coisa boa.

"Foi complicado e muito desafiador o casting de Hannah," o diretor Brian Yorkey disse sobre o personagem de Langford. "Nós vimos atrizes maravilhosas e muito talentosas, mas nós precisávamos da pessoa que trouxesse uma luminosidade muito especial. Nós precisávamos disso, e isso veio por vídeo de Perth, Autrália, na forma de Katherine Langford."

Quando Minnette apareceu para o papel de Clay, ele capturou o personagem perfeitamente, disse Yorkey. "Nós queríamos muito alguém que parecesse uma criança normal quem tem pensamentos profundos dentro dele em que a maioria das pessoas ainda não tivesse visto. Nós acreditamos nele em tudo que ele fez e encontrou ele incrivelmente atraente quando ele levou o personagens para esses lugares profundos."

Como Langford, Minnette diz que a série trouxe um novo senso de pressão. "Tem muitos pontos positivos e negativos em como a vida mudou," diz ele.

Apesar dos co-stars dizerem que a transição têm sido desafiadora, os dois entendem que sua nova fama é necessária por uma série de sucesso. Ajudando eles a navegarem nada menos que a rainha da Hollywood jovem, Selena Gomez, que é a produtora executiva da série — e a pessoa mais seguida do Instagram.


Langford estava relutante em fazer sua conta do Instagram pública, mas Gomez a convenceu que com bastante followers, ela seria capaz de interagir com seus fãs mais jovens — algo que têm se provado a ser especialmente importante dado pela cobertura explícita de um suicídio adolescente na série. Ciente do poder de falar com milhares de adolescentes diretamente, Langford incluiu link para linhas de prevenção do suicídio e o The Trevor Project por sua rede social.

"Eu queria estar lá para os fãs que querem se comunicar depois da série," Langford explica. Mas, ela acrescenta, "Eu também acho que tem um ponto onde se você está procurando as redes sociais para afirmação, é onde pode ficar tudo bagunçado porque você está respondendo na opinião de outras pessoas para se sentir bem sobre você mesmo."

Minnette, que alcançou aproximadamente 5 milhões no Twitter e Instagram, não é tão fã de se conectar. "Eu fico realmente ansioso quanto as redes sociais. Eu nunca quis fazer ou falar coisas erradas," diz ele. "Para a maior parte, eu tento não mexer nas redes sociais, mas eu espero que eu consiga fazer algo bom quando eu mexer. Eu não sei lidar com esse tipo de pressão."

Essa pressão têm sido imensa por causa da intensa reação que o show recebeu por mostrar uma versão muito real do suicídio de Hannah (ela corta seus pulsos na banheira), além das simulações de estupros de estudantes intoxicados do colegial. As cenas pessoas fizeram com que os pais reclamassem com a Netflix por glorificar o suicídio, e forçaram as escolas canadenses a banir qualquer discussão sobre a série nas salas de aula. A série contém avisos antes de cada episódio; a Netflix também adicionou links para sites sobre saúde mental. E no dia 31 de Julho, um estudo médico foi divulgado após descobrir que as pesquisar sobre suicídio têm aumentado desde o lançamento de "13 Reasons Why", incluindo pesquisas sobre a consciência do suicídio.

"Quando você faz uma série como essa, nós esperamos controvérsias. O que me surpreendeu foi o quanto isso demorou," diz Langford, apontando que as críticas demoraram até três semanas depois do lançamento da série para aparecer.

Mas, ela diz, que as discussões que surgiram foram para o melhor. "No geral, eu acho que foi uma coisa boa. Você precisa de opiniões para se ter discussões e a série é sobre isso — falar sobre esses problemas que são tabus ou as pessoas geralmente não discutiriam com seus pais ou professores."

Dito isso, Langford acredita que os avisos de conteúdo deveriam aparece desde o começo.

Enquanto Minnette concorda que as opiniões opostas sobre a série são necessárias, ele sente que algumas críticas foram sem fundamento.

"O que me incomoda é que eu percebi que a maioria das pessoas que tinham coisas negativas para falar, não assistiram a série. Eles diziam, 'Eu não vou assistir isso porque glorifica o suicídio.' Bom, como você saberia a não ser que assistisse a temporada? Você está julgando a série e tudo o que fizemos baseado inteiramente em algo que você ouviu ou leu," diz Minnette. "Eu acho que todos são capazes de assistir e processar o que nós fizemos e juntar os pedaços e ser capaz de ver exatamente por que fizemos o que fizemos, e sabe nossas reais intenções, porque todos por trás disso teve as melhores intenções, o melhor coração e se importaram muito com isso."

Langford reconhece que a cena de suicídio de seu personagem foi difícil de filmar — até mesmo falar sobre isso faz ela chorar. Mas ela diz que foi necessário para a série mostrar essa mensagem anti-bullying.

"Nós não mostramos o suicídio de Hannah para glorificá-lo. Nós não mostramos o estupro para glorificá-lo," diz ela. "É desconfortável quando você assiste. Então nós tivemos a decisão inteligente de criatividade, atuação e escrita, que contribuiu para querermos mostrar isso de uma forma verdadeira e autêntica. Pessoalmente, eu não sinto que glorifica de maneira alguma. Quando eu assisto essas cenas, eu recebo uma resposta visceral — me deixa doente e triste."

Os dois apontaram que a série têm tido um impacto positivo também.

"As pessoas que estão gritando sobre isso está sempre ficando mais alto, mas eu acho que tem um número muito maior de pessoas que se sentiram ajudadas, mais do que pessoas machucadas," diz Minnette.

Langford compartilha a história de um recente encontro com um fã. "Eu estava em L.A. indo jantar, e uma garota passou por mim e me cutucou em silêncio e falou, 'Eu não quero causar atenção, mas sua série realmente ajudou minha irmã. Obrigada,'" diz ela. "Esses são momentos que eu fico: é por isso que eu fiz isso."

E eles não terminaram. Para continuar gerando conversas, as co-stars revelaram que a próxima temporada — que está em produção — não vai diminuir o tom. "É evidente que do que já vimos que não vamos mudar nesse ano," diz Minnette, adicionando que os novos episódios vão explorar o processo de recuperação da vítima de estupro, Jessica (Alisha Boe) da primeira temporada.

Enquanto ele não nos dá nenhum detalhe, Yorkey assegura que a intensidade na série — boa ou ruim — não vai afetar a intenção de contar história da próxima temporada.

"Se eu me preocupasse com qualquer coisa da segunda temporada, seria o sucesso da série e a atenção dos atores da série, seria distração do que nós estamos tentando fazer, e isso não tem sido o caso, " ele diz. "Todos voltarem pra série ainda mais profundamente comprometido a fazer algo em que estamos orgulhosos."
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